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Empresas11 de agosto de 2026

Aumento da energia elétrica em 2026: o que muda para o Grupo A e o Grupo B

Segundo o boletim InfoTarifas da ANEEL, a conta de energia deve subir em média 8,6% em 2026 — quase o dobro da inflação projetada para o ano (IPCA em torno de 4,9%, IGP-M em torno de 5,8%). O impacto real, porém, varia bastante conforme o Grupo tarifário e a distribuidora de cada região.

Grupo A e Grupo B: qual a diferença

Grupo A reúne as unidades atendidas em alta tensão — geralmente indústrias, grandes comércios, shoppings, hospitais e outras empresas com demanda contratada junto à distribuidora. A tarifa é composta por parcelas separadas de energia (TE) e uso do sistema de distribuição (TUSD), além da própria demanda contratada.

Grupo B reúne as unidades atendidas em baixa tensão — residências, pequenos comércios e propriedades rurais — com tarifa única por kWh consumido, sem parcela de demanda contratada.

Reajustes tarifários afetam os dois grupos, mas o peso de cada componente (energia, encargos, demanda) é diferente — por isso o percentual final pode variar entre o consumidor residencial e a empresa atendida pela mesma distribuidora.

Quanto a conta deve subir em 2026

O reajuste é definido distribuidora por distribuidora, na data-base (aniversário tarifário) de cada uma, então não existe um número único válido para todo o Brasil. Alguns exemplos de reajustes já homologados pela ANEEL em 2026:

A média nacional projetada de 8,6% é uma referência — o valor real na sua conta depende da distribuidora que atende seu CNPJ ou CPF.

Por que a conta está subindo tanto

Os principais fatores apontados pela ANEEL para a pressão nas tarifas de 2026 são:

Bandeira tarifária

Além do reajuste anual, a bandeira tarifária adiciona um valor extra por kWh conforme as condições de geração do mês (mais cara quando há menos chuva e mais uso de térmicas). No momento da publicação deste texto, a bandeira em vigor era a amarela (R$ 1,885 a cada 100 kWh), após um período em bandeira verde no início do ano — mas esse valor muda mês a mês, então vale sempre conferir a bandeira vigente na sua conta.

O que esperar para 2027

Um fator estrutural que deve pressionar ainda mais as tarifas a partir de 2027 é o fim do subsídio das cotas de energia da Eletrobras: a lei de privatização de 2022 previu a redução gradual dessas cotas — vendidas a preços de contratos antigos — até chegar a 0% em 2027. Sem esse subsídio, a expectativa é de pressão adicional sobre as tarifas, ainda sem um percentual oficial definido pela ANEEL.

O que fazer diante desse cenário

Para empresas do Grupo A com contas de energia acima de R$50 mil por mês, o primeiro passo costuma ser um diagnóstico energético — ele identifica se a demanda contratada está mal dimensionada, se há cobrança por ultrapassagem ou fator de potência fora do ideal, questões que se tornam ainda mais relevantes quando o custo da energia sobe.

Para comércios, condomínios e residências na cidade de São Paulo com consumo acima de 10.000 kWh por mês (tipicamente Grupo B de maior porte), a instalação de energia solar reduz a exposição a reajustes futuros, com modelo de compra própria ou sem investimento inicial (EaaS).

Para quem tem capital disponível, o cenário de tarifas em alta também torna a estruturação de investimento em usinas solares uma tese mais discutida no setor — mas, como qualquer investimento em ativo real, os indicadores de retorno são sempre projeções em cenário conservador, nunca garantia de resultado.

Quer entender como esse cenário afeta a sua conta especificamente? Fale com a Maia para uma análise do seu caso.